sexta-feira, 3 de junho de 2016

Porque a estruturação do CBMRS não avançou até agora?

Após décadas de amadurecimento e de uma melhor compreensão sobre a necessidade de independência funcional entre Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, no ano de 2014 a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, POR UNANIMIDADE, a Emenda Constitucional Nr 67/14, que cria o Corpo de Bombeiros Militar do RS.


Após o retardamento na remessa das três principais legislações estruturantes pelo então Governo do Estado, houve o processo eleitoral com a troca de Deputados Estaduais e a troca do próprio Governo do Estado.

O então novo time do Piratini (atual Governo do Estado), ainda no início do ano de 2015, determinou que um “grupo de trabalho” fosse estruturado para revisar as legislações estruturantes do Corpo de Bombeiros Militar de forma a adaptá-las e a torna-las possíveis de serem enviadas à Assembleia Legislativa para aprovação.


O trabalho teve a participação da Secretaria da Segurança Pública, da PGE, da Casa Civil, da Casa Militar, do Comando da Brigada Militar e do Comando do Corpo de Bombeiros, sendo remetido à Casa Civil ainda no primeiro semestre de 2015, obtendo ACORDO DE TODOS OS ENVOLVIDOS.

Desde lá esse conjunto de minutas de projetos de Lei, que são simples e absolutamente necessários à estruturação do CBMRS, permanecem tramitando internamente junto a setores do Governo do Estado, sem que haja uma manifestação mais precisa sobre sua remessa à Assembleia Legislativa.
TODOS os ajustes solicitados pelos interlocutores do Governo do Estado com os membros do “grupo de trabalho” encarregado de elaborar as minutas de projeto de lei FORAM ATENDIDOS, desde a redução do tamanho corporativo até a definição de um calendário progressivo para a implementação de determinadas estruturas.


Apesar da boa vontade dos Bombeiros Militares, encarregados diretos da segurança contra sinistros e da prevenção contra incêndios em todos o Estado, muito pouco há a ser feito por esses profissionais no que se refere à atual fase da estruturação.

Estamos em um angustiante compasso de espera que se traduz por desmotivação, incerteza e frustração, todos esses fatores com direto reflexo na prestação dos serviços à comunidade.


Esperamos e acreditamos que o Governo do Estado atenderá ao comando Constitucional da Emenda Nr 67/14 antes do prazo máximo definido para o dia 02 de Julho de 2016, de forma a não amplificar ainda mais tamanha insegurança jurídica que não traz qualquer benefício, nem ao Governo, nem ao Corpo de Bombeiros e, muito menos, à sociedade gaúcha!


Grande abraço a todos!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Eleição da Associação dos Oficiais da Brigada Militar.

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM) elegeu, no dia 04 de maio de 2016, a sua nova Diretoria Executiva e seus novos Conselhos Deliberativo e Fiscal para o biênio 2016-2018. O pleito foi realizado no Clube Farrapos, no bairro Jardim Botânico em Porto Alegre.
A eleição da Diretoria Executiva teve um total de 551 votos, sendo 353 para a Chapa A (vencedora), 195 para a Chapa B, 2 votos brancos e um nulo. Com o resultado, a nova diretoria da Asofbm terá a seguinte configuração:
Presidente: Cel RR Marcelo Gomes Frota
Vice-presidente: Cel RR Marcos Paulo Beck
Diretor Administrativo: Maj QOEM Marlo-Hur Toral Vieira
Diretor de Assuntos Políticos e Institucionais: Maj QOEM Marcelo Pinto Specht
Diretor Jurídico: Cap QOEM Diogo Botelho Franco
Diretor de Marketing: Major QOEM Rodrigo da Silva Dutra
Diretor de Cultura: Coronel RR Ubirajara Anchieta Rodrigues
Diretor de Divulgação: Cap QOEM Roger Nardys de Vasconcellos
1º Secretário: Ten Cel RR Celso Pires Porto
2º Secretário: Cap QOEM Rafael Monteiro Costa
1º Tesoureiro: Cap QOEM Letícia Dall´Igna
2º Tesoureiro: Major QOEM Adenir Brito da Silva
O Conselho Deliberativo, formado por cinco titulares e cinco suplentes, ficou com a seguinte formação:
Titulares:
Cel RR João Carlos Trindade Lopes (198 votos)
Cel QOEM Fernando Carlos Bicca (183 votos)
Cel RR Alberto Afonso Landa Camargo (178 votos)
Cel QOEM Worney Dellani Mendonça (172 votos)
Cel RR Carlos Alberto de Azeredo (165 votos)
Suplentes:
Cel QOEM Humberto Teixeira Santos (143 votos)
Cel QOEM Leodimar Aldo Montovani (139 votos)
Cel RR José Carlos Trevisan (130 votos)
TCel QOEM Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira (130 votos)
Cap QOES Simone Torri
O Conselho Fiscal, formado por três titulares e três suplentes, ficou com a seguinte formação:
Titulares:
Cel RR Jarbas Rogério Carvalho Vanin (215 votos)
Ten Cel RR Janete Consuelo Ferreira (208 votos)
TCel RR Toni Robilar Pacheco (188 votos)
Suplentes:
Maj QOES Regis Reche (142 votos)
Cap QOEM Márcia Adriani Batista (129 votos)
Ten Cel RR Clóvis Juvenal Pacheco (114 votos)

Além destes, foram registrados 13 votos nulos e 2 brancos.

terça-feira, 15 de março de 2016

Salva-vidas buscam regulamentação da profissão.


(Matéria da Agência Senado)

Salva-vidas, empresários da área de educação física, membros do Ministério Público do Trabalho, do Ministério da Educação e do Corpo de Bombeiros deverão buscar um consenso sobre a regulamentação da profissão de salva-vidas. Em audiência pública nesta segunda-feira (14), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS), após longo debate, aprovou recomendação para que os participantes do evento se reúnam a fim de alcançar um consenso sobre o assunto.

Dois projetos principais que buscam a regulamentação da profissão de salva-vidas tramitam no Senado e estão parados à espera de votação no Plenário porque há divergências entre eles. São o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 66/2011, do deputado licenciado Nelson Pellegrino, atual Secretário de Turismo do Estado de São Paulo, e o PLC 42/2013, da deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ). Pellegrino, que estava presente na audiência, pediu que as matérias fossem convertidas em um só projeto substitutivo, para que apresse sua aprovação pelo Plenário.



O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), explicou que já fez o requerimento pedindo a tramitação conjunta dos projetos e vai pedir o apoio do presidente do Senado, senador Renan Calheiros.

— Eu vou dialogar com o presidente do Senado, pedir a votação dos requerimentos e que o projeto venha para esta comissão. E nós aqui vamos construir um substitutivo global que contemple a posição da parte principal interessada, que eu diria que não são nem vocês, são as pessoas que tomam banho em piscina, rio, mar, praia. Enfim, para o bem deles, nós temos que aprovar a profissão de vocês — disse Paim.

De acordo com os dados trazidos pelos expositores, o Brasil é o terceiro país com maior número de óbitos por afogamento e o primeiro país com o maior número de salvamento aquático no mundo.

Entre as maiores reclamações da categoria, estão os baixos salários, a submissão ao Corpo de Bombeiros, a falta de equipamentos e de salubridade no emprego e as extensas cargas horárias. Mas há divergências, principalmente entre os salva-vidas e os empresários da área de educação física, que estão impedindo a aprovação do projeto.

Piso salarial
Uma das questões que ainda precisam de consenso é a questão do piso salarial. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Salva-Vidas Civis, Marco Montemezzo, o salário deve ser diferente de acordo com o local de trabalho.
— Nós vamos afugentar o empresário que vai contratar o salva-vidas, e aí vai começar a haver um grande boicote com esse profissional. Ou seja, nós precisamos criar um piso salarial que fique bom para todos. Por exemplo, que um guarda-vidas de mar ganhe R$3 mil, mas, para os guarda-vidas de piscina, no âmbito, hoje, dos 300 metros de espelho d´água, seria inviável — disse.

Nomenclatura
Outra falta de acordo é em relação à nomenclatura da profissão. A maioria chama de salva-vidas, mas também há guarda-vidas e guardiões de piscina. Segundo o presidente da Associação Baiana de Salvamento Aquático, Pedro Barreto Ribeiro, a maioria da população conhece o profissional como salva-vidas.
— Não me oponho a que em certa região, que tem essa cultura, ele seja chamado de guarda-vidas. Agora, eu acredito que todos aqui vão se ofender muito se, como eles se entendem a vida inteira salva-vidas, deixem de ser a partir de agora — argumentou.
O conselheiro federal dos Conselhos Federal e Regional de Educação Física, Lúcio Rogério Gomes dos Santos, também alertou para essa confusão na nomenclatura.
— Há essa confusão nos projetos de lei e há essa discussão cultural dando diferenciação entre os nomes salva-vidas e guarda-vidas especialmente, mas, também, em alguns lugares, do guardião de piscina, que é uma denominação usada em algumas legislações e que também deve ser visto pelos nossos legisladores — apontou.

Academias
Para o representante da Associação Brasileira de Academias, Gustavo França Borges, a regulamentação da profissão é necessária, mas seria inviável economicamente exigir que as academias mantivessem salva-vidas em suas piscinas. Ele explicou que, do modo como está o projeto, ele gastaria mais de 30% do faturamento de uma academia com o pagamento de salva-vidas.
—Sou a favor da regulamentação, mas, no cenário de uma unidade, hoje, se essa lei passar como está, eu tenho de mandar embora 250 funcionários que eu tenho. Cerca de 250 colaboradores, hoje, seriam demitidos e cinco unidades seriam fechadas por conta disso.
Gustavo Borges sugeriu que os educadores físicos que trabalhem com natação tenham curso de salvamento aquático em sua formação.

Corpos de Bombeiros Militares
Para o Assessor Parlamentar do Corpo de Bombeiros Militar do RS, Maj Rodrigo Dutra, há de se respeitar as peculiaridade regionais na definição de um projeto de lei dessa envergadura, uma vez que as realidades brasileiras, especialmente no que se refere à sazonalidade de emprego dos serviços de salva-vidas, são muito diferentes.
Manifestou que o Estado (de forma ampla) não tem condições de realizar a prevenção e a pronta-resposta em todas as áreas de risco de afogamento, motivo pelo qual a participação dos particulares na forma de serviços de prevenção e de resposta ao afogamento (em áreas privadas) deve ser incentivada como política pública, mas sempre sob fiscalização do Estado.  
Trouxe, de igual forma, a visão de que qualquer que seja forma de regulamentação profissional a ser aprovada, tanto a fase de capacitação quanto o emprego operacional precisam ser tutelados pelo Estado, não sendo possível entregar a particulares ou a associações tal responsabilidade objetiva.

Os projetos deverão ser apensados para tramitação em conjunto, com expectativa de apresentação de um substitutivo global que atenda as necessidades da prestação de tais serviços.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ASSEMBLEIA DA ASOFBM ESTUDA INCLUIR BOMBEIROS NA DENOMINAÇÃO.


A Associação dos Oficiais da Brigada Militar deu início à discussão que poderá incluir os Oficiais Bombeiros Militares na Entidade, após a desvinculação plena do CBMRS.


O texto com a proposta de adequação nominal do estatuto, com a inclusão de dois parágrafos, foi aprovado por unanimidade durante a assembleia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira (25/02) e servirá de base para os debates de futura Assembleia Geral que definirá a matéria. Também foi definido que não haverá alteração na marca e no acrônimo da entidade. "Se trata de uma pequena adequação do estatuto tendo em vista essa cisão que houve, por emenda constitucional, do corpo de Bombeiros da Brigada Militar", esclareceu o presidente da AssofBM, coronel Marcelo Frota. 


As contas de final de gestão 2014/2015 foram aprovadas. Os sócios presentes também discutiram assuntos gerais como os projetos em andamento no Congresso e na Assembléia Legislativa que afetam a carreira de policial militar. "A PEC 51, que trata da desmilitarização das policias militares, depende de debates regionalizados. A curto prazo não há risco", informou o Capitão Roger Vasconcellos, vice-presidente da Asofbm.


“PROSPECTIVA 21” - Planejamento Estratégico do CBMRS para os próximos cinco anos!


Entre os dias 23 e 25 de Fevereiro, na cidade de Torres/RS, mais de cem Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do RS se reuniram para o início do trabalho de consolidação do planejamento estratégico do CBMRS para os anos de 2016-2021, denominado “Prospectiva 21”.

Sob a coordenação do Prof.Dr. Paulo Ferreira (CEO do Instituto Eckart) e do Prof. Ms. Airton Dória (CEO da Converggi) os membros do CBMRS que exercem funções de gestão institucional mergulharam em um processo de harmonização de conhecimentos e do manuseio de ferramentas de administração inédito na história recente das instituições de segurança pública do Estado.

Foram três dias de intensos debates e de produção de conhecimentos que se materializaram no esboço do planejamento estratégico, o qual será finalizado até o mês de outubro de 2016.



A Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar -ASOFBM - se fez presente ao evento e ratificou a posição de necessidade de pronta resolução das questões que envolvem a estruturação do CBMRS, situação essa que tem trazido insegurança e fragilidade institucional ao órgão máximo de resposta a emergências não policiais do Estado.


Ao término da reunião os Comandantes Regionais de Bombeiros firmaram a “II Carta de Torres”, onde saúdam o encontro inédito e ratificam a confiança na remessa, em caráter de urgência, das legislações estruturantes do CBMRS.


Grande abraço a todos!

Comando do Corpo de Bombeiros reúne-se com Secretário-Geral de Governo para tratar dos projetos estruturantes da corporação.

(foto: Ascom SGG)

Em reunião na manhã desta quarta-feira (24) no gabinete da Secretaria-Geral de Governo, no Centro Administrativo do Estado, o comandante do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, o Ten Cel Adriano Krukoski foi recebido pelo secretário-geral Carlos Búrigo, expressando a importância da estruturação do “Novo Corpo de Bombeiros Militar”.

O comandante salientou as vantagens que essa estruturação traria à corporação bem como ao Estado como um todo, pontuando que dos 27 estados da federação, apenas três não há esta emancipação”, afirmou o Krukoski.

O secretário Carlos Búrigo após ouvir a proposta, solicitou um novo encontro para maior detalhamento técnico sobre a estrutura atual e a sugerida do Corpo de Bombeiros. “O Governo em seus departamentos competentes está estudando e analisando as demandas aqui apontadas”, disse o secretário.


Acompanharam a reunião o Subcomandante Ten. Cel. Evandro Rodrigues de Oliveira, o assessor parlamentar, Maj. Rodrigo Dutra, o Subchefe da Defesa Civil, Ten. Cel. Alexandre Martins de Lima e o Chefe de Apoio Técnico, Ten. Cel. Jarbas Trois de Ávila, o Cel da Reserva e ex-comandante do Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul, Cel Louzada e o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Cel Juarez.

(matéria da Secretaria-Geral de Governo)